Que
me perdoem os que pensam o contrário, mas Jim Carrey nasceu para fazer drama.
O
que dizer sobre Cine Majestic (The Majestic, 2001), que tem uma história
incrível contada na década de 50 sobre um homem que troca de identidade, onde
vemos os ideais das pessoas, tanto na pequena cidade da Califórnia, quanto nos
roteiristas de cinema da época. O filme mostra o quanto as pessoas são julgadas
desnecessariamente.
Em
O Mundo de Andy (Man on the Moon, 1999), Jim dá vida, brilhantemente, a Andy Kaufman,
o famoso e polêmico comediante americano. Já em O Show de Truman (The Truman
Show, 1998), ele encara truman, que desde seu nascimento vive em uma
realidade alternativa. Neste filme vemos uma avaliação assombrosa da nossa
existência, expondo totalmente a cultura das pessoas hoje em dia, que se
entretém com coisas fúteis.
Mas
a obra abordada hoje será BrilhoEterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal
Sunshine of the Spotless Mind), de 2004.
Joel ( Jim Carrey) e Clementine ( Kete Winslet)
O
filme retrata o sentimento de vontade de apagar uma pessoa de nossa mente. Joel
(Jim Carrey) é um homem que está saindo de uma relação conturbada com sua
esposa que passa a viver uma nova história, um novo sentimento com Clementine
(Kate Winslet), uma jovem que encara a vida sempre com entusiasmo e diversão. Uma
vida fora dos padrões, totalmente contrária a que Joel estava acostumado a
levar.
Incapaz
de demonstrar seus sentimentos pela jovem, Joel reluta aceitar que está
amando-a, mas ainda assim consegue levar uma relação de quase dois anos, vivenciando
momentos mágicos e divertidos com Clementine.
Sem
conseguir um progresso em sua relação, Joel e Clementine têm uma briga feia,
uma daquelas em que se diz mais do que se quer dizer.
Joel (Jim Carrey)
Clementine,
então, por impulso, característica marcante da personagem, decide apagar Joel
de vez de sua vida, indo a um consultório que promete “limpar o cérebro”. E ela
o faz.
Ao
descobrir a atitude daquela que ama, Joel se vê em crise existencial, depressão
e todos aqueles sentimentos terríveis de
perda. Assim, decide fazer o mesmo e apagar também Clementine de sua vida, mas,
ao perceber que graças aos experimentos a vida dela tornou-se marcada de sentidos
ilógicos e depressivos ele desiste no meio do tratamento e tenta reverter o
quadro e conhecer novamente o seu amor.
Vemos
no filme o desespero de Joel. O arrependimento de quem sabe que errou e se
apavora em tentar reverter a situação. O longa retrata o uso abusivo das
artificialidades e suas consequências, que podem se perpetuar para a vida toda.
O tratamento de esquecimento.
Curiosidade:
O
título do filme foi retirado do poema "Eloisa to Abelard", de autoria
de Alexander Pope. O mesmo poema já havia sido usado pelo roteirista Charlie
Kaufman em Quero ser John Malkovich (1999).
Foi
na década de 1930 que se teve início a febre dos musicais. Diversas obras
lotavam as salas de exibição, e centenas de artistas, diretores e roteiristas
foram aclamados como deuses pelo público e pela crítica.
Também
nesta década, na fase de ouro do cinema, surgiram grandes clássicos de diversos
gêneros que são ícones até os dias atuais. Como esquecer de Luzes da Cidade (City Lights, 1931)e
Tempos Modernos (Modern Times, 1936),
de Chaplin ? Dos magníficos Dracula (de
Tod Browning, 1931) e Frankenstein (de
James Whale, 1931), dos estúdios Universal?
E como não se cativar por ...E O
Vento Levou (Gone with the Wind, também
de Fleming, 1939)? São tantas e tantas obras que se tornaram referências para
toda a eternidade.
O
Mágico de Oz é um filme lendário, tanto como musical, quanto de uma maneira
geral. Uma superprodução que, apesar de na época não arrecadar muito – talvez
por ter sido uma produção cara –, tornou-se um dos maiores de todos os tempos
que encanta crianças e adultos de diversos cantos do mundo. Não há como não se
comover com a garota Dorothy Gale (interpretada por Judy Garland), ou se
encantar com o Espantalho (Ray Bolger) e sua astúcia, mesmo sem cérebro, apenas
para citar alguns dos personagens.
O Espantalho, o Homem de Lata, a garota Dorothy e o Leão em busca de Oz.
Dorothy
vive no Kansas e vive na fazenda dos seus tios Henry (Charley Grapewin) e Em
(Clara Blandick). Certo dia, o cão de Dorothy, Totó, “ataca” a Srta. Gulch
(Margaret Hamilton), uma senhora ranzinza, que, irritada, vai até Henry e Em
com uma ordem judicial que a autoriza a retirada do animal.
Apesar
dos apelos de Dorothy, os tios se sentem obrigados em cumprir a lei, entregando
o cão a Gulch que o coloca em uma cesta e o leva em sua bicicleta. Porém o
cachorro foge e retorna para a fazenda.
Temendo
que Gulch volte para pegar Totó, Dorothy foge. Na estrada conhece o professor
Marvel (Frank Morgan), um falso adivinho que a deixa fascinada com seus
"dons". Ele percebe que a garota fugiu de casa, então sutilmente a
persuade para voltar ao lar.
Dorothy canta 'Over the Rainbow'
Quando Dorothy e Totó voltam, surge um tornado
enorme, que se move pelas planícies na direção da fazenda. Os colonos Zeke
(Bert Lahr), Hickory (Jack Haley) e Hunk (Ray Bolger) correm com Em e Henry
para um abrigo, fechando as portas antes de verem Dorothy, que não os encontra
a tempo.
Sem
saída, ela corre para dentro da casa. Abrigada, uma tela de janela arrancada
pelo vento voa através do quarto e bate na sua cabeça, fazendo com que a garota
desmaie.
Logo
ela descobre que a casa da fazenda foi arrancada do chão e está sendo levada
para o centro do tornado. Olhando pela janela, vê voando com a força do vento
os animais de fazenda, um homem remando um barco e até mesmo uma mulher idosa,
que calmamente tricota na cadeira de balanço.
Dorothy
também vê Gulch, que logo se transforma em uma bruxa horrorosa montando uma
vassoura e usando um chapéu pontudo. A casa começa a descer, girando até o solo
e aterrissando com um estrondo. Apreensiva, ela abre a porta da casa e seus
olhos se deslumbram com um lugar maravilhoso(Temos aqui uma das mais belas
surpresas do cinema. Ao abrir da porta,
o filme passa de um tom sépia para cores vivas).
Totó e Dorothy.
Dorothy
tem certeza que não está mais no Kansas, principalmente quando, através de uma
bolha colorida, surge Glinda (Billie Burke), a Bruxa do Norte, perguntando se ela
era uma bruxa boa ou má. O motivo da
pergunta é que os Munchkins, os pequenos habitantes daquele lugar, disseram a
Glinda que uma bruxa derrubara uma casa sobre a Bruxa Má do Leste, matando-a e salvando
os moradores de sua perversidade.
Porém,
uma nuvem de fumaça vermelha anuncia a chegada da Bruxa Má do Oeste ( idêntica à
Srta. Gulch e a Bruxa do Leste), que chega para arrebatar os sapatos de rubi,
aparentemente mágicos, de sua irmã morta. Entretanto, a Bruxa do Oeste não tem nenhum
real poder na terra dos Munchkins e, antes que possa pôr as mãos nos sapatos
mágicos, eles surgem nos pés de Dorothy, graças a uma magia de Glinda. A bruxa
jura vingança diante de uma apavorada Dorothy, antes de desaparecer em outra
nuvem de fumaça vermelha.
A
garota confessa à Glinda sua vontade de retornar ao Kansas. A boa bruxa não
pode ajudá-la, mas indica o grande e Todo-Poderoso Mágico de Oz (Frank Morgan).
Glinda diz que ele tem este poder mas que é preciso ir até a Cidade de
Esmeraldas, para encontralo.Para chegar até lá, bastava a garota seguir a
estrada de tijolos amarelos. O último
conselho da bruxa, foi para que a garota jamais tirasse os sapatos mágicos de
seus pés.
O Espantalho
No
caminho conhece um espantalho (Ray Bolger) que a acompanha em busca de um
cérebro. Mais adiante encontram um homem de lata (Jack Haley), que anseia por
um coração, que passa a viajar com a dupla. Logo depois o trio se depara com um
leão covarde (Bert Lahr), que quer ter coragem. Assim, forma-se o quarteto que
segue o caminho até Oz.
Aprendemos
no filme de Fleming a nunca desistir de nossos sonhos, e que, mesmo que um
mundo novo pareça mais colorido, não há lugar melhor que nosso lar, junto de
quem amamos.
O Homem de Lata
Curiosidades:
-
A MGM pagou a L. Frank Baum US$ 75 mil pelos direitos de adaptação
cinematográfica de seu livro, uma quantia recorde na época;
-
Richard Thorpe iniciou as filmagens e rodou por várias semanas até ser demitido
pelos produtores, que consideraram seu trabalho insatisfatório. Nenhuma das
cenas rodadas por Thorpe foi incluída na versão final do filme;
-
Ainda em busca de um diretor substituto, os produtores contrataram George Cukor
como diretor temporário. Victor Fleming assumiu a direção logo em seguida, mas
teve que abandoná-la após ser contratado para dirigir ...E o Vento Levou, mesmo
assim foi creditado como diretor principal;
-
Após a saída de Fleming, King Vidor foi contratado para rodar as sequências
restantes. Vidor basicamente apenas rodou as cenas em preto e branco, situadas
em Kansas. Ao todo O Mágico de Oz teve 5 diretores;
-
O roteiro de O Mágico de Oz foi escrito tendo em mente o ator W.C. Fields para
interpretar o mago, porém o produtor Mervyn LeRoy procurou antes Ed Wynn, que
recusou o papel. LeRoy ofereceu então um salário de US$ 75 mil a Fields, que
recusou e pediu US$ 100 mil. Foi a vez então do produtor recusar a oferta;
-
Frank Morgan chegou a fazer um teste com uma maquiagem que deixava o Mágico de
Oz parecido com o do livro de L. Frank Baum, mas esta foi descartada. Ocorreram
mais 5 testes até se chegar à caracterização final do personagem;
O Leão Medroso
-
Buddy Ebsen, que inicialmente interpretaria o Espantalho, após a mudança pedida
por Ray Bolger, iria interpretar o Homem de Lata. Porém, como o alumínio usado
na confecção da roupa do personagem era tóxico e gerava uma alergia em Ebsen,
este teve que desistir do papel. No lugar de Buddy Ebsen foi contratado Jack
Haley, que usou uma roupa que diminuía a inalação do alumínio por parte de quem
a estivesse usando. Ao ser contratado Haley não sabia do efeito que a roupa
causara em Ebsen, acreditando que este tivesse sido demitido pelo estúdio;
-
Os produtores chegaram a cogitar a possibilidade de usar um leão de verdade no
filme, com sua voz sendo dublada por um ator contratado;
-
Cada um dos munchkins que aparecem no filme foi pago US$ 50 por semana,
enquanto o dono do cachorro Totó recebeu US$ 125 por semana;
-
Várias das vozes dos munchkins foram dubladas por cantores profissionais, já
que muitos de seus intérpretes não sabiam cantar ou até mesmo não falavam
inglês corretamente. De todos os munchkins apenas dois deles têm a voz real de
seus intérpretes ouvida em O Mágico de Oz: aqueles que entregam a Dorothy um
buquê de flores, logo após sua chegada a Oz;
-
A maquiagem usada por Bert Lahr para compôr o Leão o impossibilitava de comer
objetos sólidos, sob o risco dela ser desfeita. Isto fez com que o ator apenas
se alimentasse de sopas e milk-shakes durante boa parte das filmagens;
-
A atriz Margaret Hamilton, intérprete da Bruxa Má do Oeste, teve que ficar
afastada dos sets de filmagens por mais de um mês, após ter se queimado seriamente
ao rodar a cena do desaparecimento de sua personagem da terra dos munchkins;
-
A estrada de tijolos amarelos inicialmente seria verde. A mudança de cor
aconteceu após uma das paralisações nas filmagens, quando ficou definido que a
cor amarela seria a melhor a ser usada em um filme feito com Technicolor;
-A
Bruxa Má do Oeste do filme O Mágico de Oz tem dois olhos, enquanto no livro tem
apenas um;
-
Os cavalos do palácio da Cidade de Esmeraldas foram pintados com cristais
Jell-O. As cenas em que eles aparecem tiveram que ser rodadas rapidamente, para
evitar que os cavalos lambessem sua pele e removessem a tintura;
-
Inicialmente O Mágico de Oz teria as presenças de Betty Haynes como a Princesa
Betty de Oz e Kenny Baker, como seu amante. A dupla chegou a gravar com Judy
Garland uma das canções do filme mas, após várias revisões do roteiro, acabaram
ficando de fora do longa;
-
Uma outra versão de "Over the Rainbow" chegou a ser gravada por Judy
Garland, quando sua personagem estava encarcerada no castelo da Bruxa Má do
Oeste. Durante sua realização, a atriz começou a chorar espontaneamente, devido
à tristeza da cena. Esta sequência terminou ficando de fora da edição final de
O Mágico de Oz;
-
O orçamento de O Mágico de Oz foi de US$ 2,7 milhões, sendo que o filme
arrecadou US$ 3 milhões em seu primeiro lançamento nos cinemas.
A Bruxa Má do Oeste.
Premiações:
OSCAR:
-
Melhor Trilha Sonora;
-
Melhor Canção Original.
Onde Comprar:
A
Warner Bros lançou no Brasil edições com 1, 2 e 3 discos, respectivamente
indicados nos links abaixo:
O
cinema mundial deve muito ao Japonês Akira Kurosawa (Tóquio, 23 de Março de
1910 — Setagaya, 6 de Setembro de 1998).
Kurosawa
transcendeu a gêneros, períodos e nacionalidades, mas sempre deixou em
evidência sua própria cultura, isso é percebido na movimentação dos atores, em
sua obsessão por cenários autênticos e as influências dos teatros Nô e Kabuki.
Kurosawa
era um cineasta perfeccionista e minucioso, e seu
perfeccionismo estava ligado ao fato dele participar de praticamente todas as
etapas do processo de realização de um filme. Ele não apenas dirigia, mas
também escrevia os roteiros, desenhava os personagens e as cenas de batalha, ajudava
na fotografia e no posicionamento da câmera e fazia o corte final junto
ao montador.
Akira Kurosawa
Clássico
na forma e romântico na essência, Akira Kurosawa foi um cineasta eclético,
passando dos dramas históricos samurais às adaptações da literatura ou a
crítica da sociedade contemporânea, em que o protagonista invariavelmente
prefere a honra a qualquer outro valor (como em Os Sete Samurais) sem que isso
significasse a ausência de uma constante temática.
Em
sua obra densa onde se fundem a alma japonesa e os valores universais, o ideal
humanista está subordinado à beleza que sai de imagens fabulosas criadas com
notável senso técnico de fotografia, enquadramento, plástica e montagem.
O cineasta, em 1989 foi premiado com um Oscar honorário, "pelas
realizações cinematográficas que têm inspirado encantado, enriquecido e
entretido o público e influenciado cineastas de todo o mundo”.
Os Sete samurais (1954)
Em
Os Sete Samurais, Akira Kurosawa mostra o Japão do século XVI, durante a era Sengoku.
Nessa época os habitantes de uma aldeia de lavradores sofriam frequentes
ataques de bandidos, que extorquiam seus alimentos, mulheres e bens, além de
deixar vítimas. Em função destes ataques, determinados aldeãos vivem em grande
miséria. O filme conta como esses lavradores decidem resistir aos ataques dos
bandidos. Reconhecendo seu desconhecimento de como se defender, eles procuram
pessoas que conheçam a arte da guerra: Os samurais, guerreiros profissionais no
Japão de então.
A
história se inicia com uma gangue de 40 bandidos chegando a uma pequena aldeia
de agricultores num lugar afastado, nas montanhas. O líder do bando decide que,
por já terem saqueado esta aldeia algum tempo antes, é melhor poupá-la de outra
investida, a fim de, em um ataque futuro, obter maior vantagem no ato.
Entretanto,
um dos aldeões, escondido sob um feixe de lenha, ouve a conversa dos bandidos e
volta para a aldeia com a notícia. Os moradores desesperados, vão ouvir o
ancião do vilarejo, que os instrui a contratar guerreiros samurais que os ajudem
a defender a sua terra.
Kambei (Takeshi Shimura), em destaque.
Alguns moradores são contrários a esta sugestão,
alegando que os samurais são profissionais caros e que, também por serem
homens, poderão desejar as jovens filhas dos agricultores, ao mesmo esquema dos
bandidos. No entanto, percebem que não há escolha.
Reconhecendo que os agricultores pobres não
podem oferecer alto pagamento a profissionais, o ancião sugere que procurem
"samurais sem senhor", ronin, ou seja, guerreiros desempregados.
Logo, um pequeno grupo vai à cidade em busca de samurais que lutem por comida,
pelo ideal da justiça ou pelo simples prazer de combater o mais forte.
Sem
terem sua oferta bem recebida, assim estando desanimados, os camponeses testemunham
a estratégia e a luta que um velho samurai, Kambei (Takeshi Shimura), cria para
resgatar dramaticamente um menino da cidade que havia sido sequestrado.
Os bastidores da obra. No centro, Kurosawa.
Um
jovem samurai, discípulo em busca de mestre, Katsushiro (Isao Kimura), também
assiste a cena e pede para que Kambei o aceite como seu aluno. Kambei apenas concorda
que o jovem o acompanhe, como amigo, argumentando que não tem muito a lhe
ensinar. Ouvindo esta demonstração de modéstia, os agricultores então pedem que
Kambei os ajude a defender sua aldeia contra os bandidos da montanha, oferta
aceita imediatamente pelo velho.
Analisando
a situação trazida pelos agricultores, Kambei vê como necessária a ajuda de
pelo menos mais cinco samurais, além dele e de Katsushiro. Os dois saem a
procura de outros ronin, entre os que perambulam pela cidade, e logo encontram
quatro que aceitam o desafio de lutar pelos agricultores.
Como
o tempo para a colheita da cevada estava chegando e, portanto o tempo para a
chegada dos bandidos à aldeia se aproximava, Kambei resolve partir com um grupo
de apenas seis samurais.
Os bandidos das montanhas.
Um homem, que se fingia de samurai, Kikuchiyo
(interpretado por Toshiro Mifune) rejeitado por Kambei, quer se juntar a eles
de qualquer maneira. Ele segue o grupo à distância, ignorando os protestos dos
verdadeiros samurais.
Quando
os samurais chegam à aldeia, os habitantes e mostram-se desconfiados,
escondendo-se em suas casas com medo, procurando proteger suas filhas e eles
mesmos desses guerreiros supostamente perigosos. Os samurais sentem-se
insultados com a maneira pela qual foram recebidos, uma vez que se ofereceram
para defender a vila a troco de quase nenhuma recompensa. Insatisfeitos, buscam
uma explicação com o ancião da aldeia.
O
velho explica que os aldeões são medrosos e ignorantes e não sabem decidir o
que é melhor para eles. De repente, o alarme que avisa contra a chegada de
bandidos é tocado e os moradores saem de suas casas implorando que sejam
defendidos pelos recém-chegados guerreiros.
Da Esquerda para Direita: Kambei, Kikuchiyo e Katsushiro.
Acontece
que era um alarme falso, acionado por Kikuchiyo, o falso samurai. Em seguida,
na praça da aldeia, ele mostra aos moradores, que em pânico, pedem ajuda aos
samurais a incoerência de sua recepção. Com isso Kikuchiyo demonstra sua
inteligência e capacidade de comunicação por detrás de seu comportamento rude e
humorístico, e acaba ganhando a simpatia dos demais guerreiros sendo assim,
incluso no grupo. O seis samurais, em fim, passam a ser sete.
Os
sete samurais, então, passam a ensinar as pessoas da aldeia a se defender. Cada
um dos guerreiros era detentor de alguma habilidade específica, além do uso da
espada, do arco e flecha. Kurosawa mostra a importância de cada virtude na
construção de uma estratégia de defesa.
O
longa trata magnificamente de vários temas referentes à cultura japonesa, como
a morte, o aprendizado, a miséria natural (a velhice), a miséria social (a
pobreza), a estratégia militar, a obediência, a castidade, a piedade, as
diferenças sociais entre produtores e guerreiros, a sutil diferença entre a
violência de defesa dos guerreiros e a violência de ataque dos bandidos e o
respeito às diferenças sociais e pessoais. Valores da milenar cultura japonesa,
que sob a ótica de Akira Kurosawa, encantam gerações de fãs ao redor do mundo e
através dos tempos.
Bastidores: A elaboração da chuva.
Quem
são os sete samurais ?
-
Kambei Shimada, vivido por Takashi Kimura, é o sábio e experiente samurai que
constrói e lidera o grupo de guerreiros na missão de defender os aldeões.
-
Katsushiro Okamoto, interpretado por Isao Kimura, é o samurai jovem que nunca
lutou e que busca se tornar um grande guerreiro.
- Gorobei
Katayama, interpretado por Yoshio Inaba, recrutado por Kambei, é o samurai
habilidoso em arquearia que age como o imediato no comando na criação do plano
mestre de defesa da aldeia.
- Shichiroji, vivido por Daisuke Kato, é o
samurai que, já tendo lutado outras guerras com Kambei, encontra-se com ele por
acaso na cidade e que, convidado por ele, aceita participar desta guerra.
-
Heihachi Hayashida, vivido por Minoru Chaki, é o samurai recrutado por Gorobei
Kaatyama, que embora não tendo tanto treino como guerreiro, tem o charme e
vontade necessárias para manter seus camaradas afáveis diante da adversidade.
-
Kyūzō, interpretado por Seiji Miyaguchi, é o samurai sério, frio e altamente
habilidoso como espadachim. É treinado nas artes de guerra e, após ter
inicialmente declinado de oferta de trabalho de Kambei, muda de ideia e decide
se juntar ao grupo.
-
Kikuchiyo, vivido por Toshiro Mifune é o último guerreiro a adentrar o grupo.
Pretende ser um samurai e para isso até apresenta uma falsa certidão de
nascimento. Na verdade é um filho de produtor rural que luta até provar seu
valor.
Curiosidades:
-
As filmagens de Os Sete Samurais tiveram que ser interrompidas por diversas
vezes devido à falta de cavalos para a realização das cenas finais de batalha;
- O ator Seiji Miyaguchi, que interpreta o
samurai Kyuzo, nunca havia tocado em uma espada antes de rodar Os Sete
Samurais. Foi graças à uma cuidadosa edição usada no filme que o ator pôde
passar para o público a impressão de que ele era um mestre na arte espadachim;
-
Quando foi lançado pela primeira vez nos Estados Unidos e na Europa foi exibida
uma versão de Os Sete Samurais que tinha apenas 141 minutos (a versão original
possui 204 minutos, hoje, mais comum);
-
o filme ganhou uma versão Western em Sete
Homens e Um Destino (The Magnificent
Seven ) de John Sturges (1960).
Sete Homens e um destino (1960). Versão Norte-americana do filme de Kurosawa.
Premiações:
FESTIVAL DE VENEZA:
Leão
de Prata
OSCAR:
Indicações:
Melhor Direção de Arte - Preto e Branco
Melhor
Figurino - Preto e Branco
BAFTA:
Indicações:
Melhor
Filme
Melhor
Ator Estrangeiro - Toshirô Mifune
Melhor
Ator Estrangeiro - Takeshi Shimura
Onde Comprar:
Você
encontra o DVD de Os Sete Samurais, lançado Pela Europa Filmes, nos links
abaixo: